sexta-feira, 9 de março de 2012

O Ciclo Pascal



Ciclo Pas­cal  que com­pre­ende a Qua­resma, a Semana Santa, o Tempo Pas­cal pro­pri­a­mente dito, e encerra-se com o Pen­te­cos­tes.  

No século IV, desenvolveu-se a tra­di­ção de revi­ver e refle­tir de um modo mais sis­te­ma­ti­zado, os momen­tos da pai­xão, isso deu ori­gem às cele­bra­ções da Semana Santa. Desde o século III as vés­pe­ras da Pás­coa já eram dias de refle­xão. Os cate­cú­me­nos que por dois anos vinham sendo pre­pa­ra­dos, agora eram acom­pa­nha­dos por toda a comu­ni­dade. Inspirando-se nos qua­renta dias de pre­paro de Jesus para seu minis­té­rio, nas­ceu o período da qua­resma. Assim, em torno da cele­bra­ção da morte e res­sur­rei­ção de Jesus, desenvolveu-se todo o Ciclo Pas­cal do Calen­dá­rio Litúr­gico Cris­tão, mar­cado pela peni­tên­cia e con­fis­são, mas tam­bém pela ale­gria e exul­ta­ção do cru­ci­fi­cado e ressuscitado.
No ciclo da páscoa somos convidados a reviver a caminhada pascal do Senhor Jesus. A força do seu Espírito nos enche de alegria, para cantarmos a vitória enquanto ainda lutamos.
Qua­resma é o período no qual se enfa­tiza a impor­tân­cia da con­tri­ção, do pre­paro e da con­ver­são. Inicia-se no qua­dra­gé­simo dia antes da Pás­coa (não se con­tam os domin­gos). O iní­cio na Quarta-feira de Cin­zas retoma à tra­di­ção bíblica do arre­pen­di­mento com cin­zas e ves­tes de saco (Jn 3.5 – 6). É um momento opor­tuno para refle­tir sobre a con­fis­são e o valor do per­dão de Deus.
Na quaresma, lembramos os quarenta anos do povo de Deus no deserto e revivemos os quarenta dias de deserto que Jesus viveu, preparando-se para a sua missão. É tempo de nos consagrarmos mais à escuta da palavra de Deus, à oração e ao maior domínio de nós mesmos, para nos converter ao Cristo e ao seu reino. Deixando de lado tudo o que ficou para trás, dediquemo-nos à oração e, "na alegria do Espírito Santo, esperemos a santa páscoa" (Regra de São Bento).

Qua­renta dias de Jesus no deserto (Mt 4.2; Lc 4.1ss);
Qua­renta dias de Moi­sés no Sinai (Êx 34.28);
Qua­renta anos do povo no deserto (Êx 16.35);
Elias em dire­ção ao Horeb (1Rs 19.8).

Principais celebrações
Quarta-feira de cinzas; 1º, 2º, 3º, 4º e 5º domingos da quaresma; domingo de ramos;
missa dos santos óleos; celebrações penitenciais; celebrações catecumenais; ofícios cotidianos, como meio de intensificar a oração.
Símbolos
A cor roxa, as cinzas e a cruz lembram o caráter de penitência e conversão. O jejum (com cabeça perfumada) nos convida a dar mais atenção à palavra de Deus. A campanha da fraternidade pede para caracterizar o esforço comunitário de conversão por meio de um serviço bem concreto e de gestos de solidariedade.



Semana Santa tem iní­cio no Domingo de Ramos, cele­bra­ção de Cristo como o Mes­sias, sal­va­dor dos pobres, o rei dos humil­des. Reflete-se, nessa semana, passo a passo, os últi­mos momen­tos da vida de Jesus.
Este é o momento da vigí­lia de pre­paro para a ressurreição.
Sua espi­ri­tu­a­li­dade chama-nos a aten­ção para os momen­tos finais de Jesus até o ápice de sua paixão:
A Santa Ceia (Mt 26.17 – 30);
O Lava-pés (Jo 13.1 – 17);
Jesus no Get­sê­mani (Mt 26.36 – 46; Mc 14.26 – 31);
O jul­ga­mento, sepul­ta­mento e a cru­ci­fi­ca­ção (Mt 27; Mc 15; Lc 23; Jo 19).
Pás­coa¸ pro­pri­a­mente, é a festa da res­sur­rei­ção e da liber­ta­ção. Um novo Êxodo ocorre, e a huma­ni­dade passa do cati­veiro da morte para a vida.
Sua sole­ni­dade pode iniciar-se já na Quinta-Feira Santa (ins­ti­tui­ção da ceia), que dá iní­cio ao cha­mado Trí­duo Pas­cal. Con­tudo a cele­bra­ção da res­sur­rei­ção começa com uma vigí­lia na noite de sábado encon­trando sua ple­ni­tude no rom­per da aurora do Domingo da Pás­coa, quando Cristo é lem­brado como o sol da jus­tiça que traz a luz da nova vida, na ressurreição.
O tríduo pascal é a celebração maior para as comunidades cristãs. Na vitória de Jesus saboreamos a nossa própria vitória sobre as forças da morte que imperam neste mundo. Também nos animamos uns aos outros a assumir com garra e gosto a causa da vida, até que a páscoa definitiva, a libertação completa aconteça no reino de Deus. 
Duração
O tríduo pascal tem início com a comemoração da última ceia do Senhor, na quinta-feira à noitinha, e termina com a celebração do domingo da ressurreição.

A espi­ri­tu­a­li­dade nor­te­a­dora da Pás­coa aponta para a res­sur­rei­ção nos mais vari­a­dos rela­tos das comu­ni­da­des do século I d.C.:
A res­sur­rei­ção (Mt 28.1 – 20; Mc 16.1 – 8; Lc 24.1 – 12; Jo 20.1 – 18; At 1.14);
Cân­ti­cos Pas­cais (Sl 113 ao 118 e Êx 12).
Entre os hebreus, era comum a cele­bra­ção da cha­mada “festa das sema­nas” ou Pen­te­cos­tes, isso por­que ela se dava sete sema­nas, ou cinqüenta dias, após a Pás­coa. Nela, o povo dava gra­ças ao Senhor pela colheita. Mais tarde, adqui­riu mais uma dimen­são cele­bra­tiva, a da pro­cla­ma­ção da lei (ins­tru­ção) no Sinai, cinqüenta dias após a liber­ta­ção do Egito.
Na era cristã, o Pen­te­cos­tes tornou-se o último dia do ciclo pas­cal, quando celebra-se a che­gada do Espí­rito Santo como aquele que atu­a­liza a pre­sença do res­sus­ci­tado entre nós, dando força para que as comu­ni­da­des sejam tes­te­mu­nhas de Jesus na história.
A espi­ri­tu­a­li­dade que nos ori­enta nesse período fala da pre­sença conso­ladora do Espí­rito que semeia nos cora­ções a espe­rança do Reino de Deus e nos impul­si­ona para a missão:
Festa das sema­nas (Êx 34.22; Lv 23.15);
Jesus pro­mete o Con­so­la­dor (Jo 16.7);
Jesus res­sus­ci­tado sopra seu Espí­rito (Jo 20.22);
A che­gada do Espí­rito Santo no dia de Pen­te­cos­tes (At 2).


quinta-feira, 8 de março de 2012

A Bíblia


“Bíblia” é uma palavra que não aparece na Bíblia. Ela vem do termo grego biblos, por causa da cidade fenícia de Biblos, um importante centro produtor de rolos de papiro usados para fazer livros. Com o tempo, a palavra biblos passou a significar “livro”. Biblia é a forma plural (“livros”). A Bíblia, na verdade, é uma coleção de livros. Ela também é conhecida simplesmente como “o Livro”, “o Livro dos Livros”, “o Livro Sagrado”.
 Diversos foram os seus escritores, que viveram entre os anos 1200 a.C. a 100 d.C. Foi escrita em línguas hoje inexistentes ou totalmente modificadas, como o hebraico, o grego, o aramaico, fato este que dificulta enormemente uma tradução, pois muitas vezes não se encontram palavras adequadas.
Para bem entendê-la é necessário colocar-se dentro das situações vividas pelo escritor, o que é de todo impraticável. Quando muito, consegue-se uma aproximação metodológica deste entendimento.
Entre os católicos, o interesse por conhecer a Bíblia praticamente começou após o Concílio Vaticano II, ou seja, a partir dos anos '60, enquanto os Protestantes há muito se interessam por estudá-la. Não quero adentrar aqui na histórica polêmica religiosa que cerca a leitura e a interpretação da Bíblia, ressuscitando antigas divergências. Apenas vale salientar que uma série de enganos podem advir de uma interpretação bíblica literal, porque uma interpretação ao "pé da letra" não revela o sentido mais adequado de todas as palavras.
Para que não aconteça conosco incidir neste equívoco, devemos aprender a nos colocar na situação histórica de cada escritor em cada livro, conhecer a situação social concreta da sociedade em que ele viveu, procurar entender o que aquilo significou no seu tempo e só então tentar aplicar a sua mensagem às nossas circunstâncias atuais.
1. O que é a Bíblia?
Definição do Concilio Vaticano II:
"A Bíblia é o conjunto de livros que, tendo sido escritos sob a inspiração do Espirito Santo, têm Deus como autor, e como tais foram entregues à Igreja".
2. Quais as partes que compõem a Bíblia?
A Bíblia se divide em duas partes principais: o Antigo Testamento ou 1º Testamento e o Novo Testamento ou 2º Testamento. O 1º refere-se ao período anterior a Jesus Cristo e o 2º  refere-se ao período cristão. Cada uma destas partes se compõe de diversos 'livros', escritos em épocas históricas diferentes.
Hermenêutica
1. Conceito
A palavra 'hermenêutica' vem do verbo 'hermenêuein' (interpretar). E esta interpretação foi entendida diversamente através dos tempos. 
Por isso, temos três tipos de exegese: l. rabínica; 2. protestante; 3. católica.
1.1. Exegese Rabínica
Os judeus interpretavam a escritura ao pé da letra, por causa da noção de inspiração que tinham. Se uma palavra não tinha sentido perceptível imediatamente, eles usavam artifícios intelectuais, para lhes dar um sentido, porque todas as palavras da Bíblia tinham que ter uma explicação. O exemplo do paralítico é antológico: ele passara 38 anos doente. Por que 38? Ora, 40 é um número perfeito, usado várias vezes na vida de Cristo (antes da ressurreição, no jejum) ou também no AT (deserto, Sinai). Dois é outro número perfeito, porque os mandamentos (vontade) de Deus se resumem em "2": amar Deus e ao próximo. Portanto, tirando um número perfeito de outro, isto é, tirando 2 de 40 deve dar um número imperfeito (38) que é número de doença...
A Igreja primitiva herdou muito do rabinismo, no início, mas depois se libertou.
1.2. Exegese Protestante
Surgiu do protesto de alguns cristãos contra a autoridade da Igreja como intérprete fiel da Bíblia. Lutero instituiu o princípio da "scritura sola" (traduzindo, a escritura sozinha), sem tradição, sem autoridade, sem outra prova que não a própria Bíblia. A partir daquele instante, os Protestantes se dedicaram a um estudo mais acentuado e profundo da Bíblia, antecipando-se mesmo aos católicos. Mas o princípio posto por Lutero contribuiu para um desastre hermenêutico, pois ele mesmo disse que cada um interpretasse a Bíblia como entendesse, isto é, como o Espirito Santo o iluminasse.

1.3. Exegese Católica
Inicialmente, apegou-se muito aos métodos tradicionais: usava mais a tradição e menos a Bíblia. Mesmo no século XIX, a tendência era ainda conservar a apologética, a defesa da fé. Foi o Padre Lagrange quem iniciou o movimento de restauração da exegese católica. Começou a comentar o AT com base na critica histórica. Mas foi alvo tantos protestos que não teve coragem de continuar. Em seguida, comentou o NT, e ainda hoje é autoridade no assunto. A Igreja Católica custou muito a perceber o seu atraso no estudo bíblico, e até bem pouco tempo ainda afirmava ser Moisés o autor do Pentateuco, quando os protestantes há mais de um século já descobriram que não.
O primeiro passo da nova exegese da Igreja Católica foi dado por Pio XII, em 1943, com a encíclica DIVINO AFFLANTE SPIRITU, na qual aprovou a teoria dos vários gêneros literários da Bíblia. Depois, em 1964, Paulo VI aprovou um estudo de uma comissão bíblica a respeito da história das formas (formgeschichte). E hoje em dia, tanto os exegetas católicos como os protestantes são a favor desta, e qualquer livro sério sobre o assunto traz este aspecto. Protestantes citam católicos e vice versa, sem nenhuma restrição.
 PRINCIPAIS GENEROS LITERÁRIOS DA BÍBLIA
Dividem-se assim os diversos gêneros literários encontrados na Bíblia:
a) Narrativo: histórico e didático
b) Legislativo
c) Sapiencial
d) Profético
e) Cânticos

quarta-feira, 7 de março de 2012

Catecumenato

Por que a Páscoa cai em dias diferentes a cada ano?



A Páscoa, a Festa da Ressurreição do Senhor, tem a sua data calculada de maneira muito interessante. Ela era comemorada inicialmente em coincidência com a festa judaica do Pesach (a comemoração da fuga do Egito), pois esta foi justamente a época da crucificação e ressurreição de Cristo. Por volta de meados do século II a Páscoa já era comemorada por muitos no domingo seguinte ao Pesach. 

Foi no Primeiro Concílio de Nicea (325 d.C.) que se estabeleceu que a data da Páscoa seria unificada em toda a Igreja. Para esta festa seria escolhido o que hoje em dia é o primeiro domingo após a primeira lua cheia da primavera (no hemisfério norte, no hemisfério sul é outono). Se a lua cheia é exatamente no domingo, usa-se o domingo seguinte. Tal data foi solidificada por decreto do Papa Gregório XII em 1582. 

É interessante notar que a Lua Cheia a que se refere este cálculo não é a calculada pelos astrônomos, mas a definida pelas Tabelas Eclesiásticas, extremamente antigas, que não levam em conta toda a complexidade do movimento lunar. Isto faz com que eventualmente a data astronômica não coincida com a religiosa. 

Desta forma, a Páscoa só pode ocorrer entre os dias 22 de março e 25 de abril. Ela é usada para se calcular várias outras datas santas, como a Quarta-Feira de Cinzas (46 dias antes) e Pentecostes (sete semanas depois). 

Como curiosidade, perceba que a Páscoa está intimamente relacionada com uma data astronomicamente importante, o Equinócio de Outono (Equinócio de Primavera no Hemisfério Norte). Neste dia, o Sol cruza o Equador Celeste, o que resulta em dia e noite com a mesma duração. O Natal também ocorre próximo a uma data importante, o Solstício de Verão (Inverno no Hemisfério Norte) 21 ou 22 de dezembro, o dia mais longo do ano para o Hemisfério Sul. Este é o dia também em que ao meio-dia o Sol está mais alto no céu. 

Coincidentemente, as nossas festas juninas, notadamente a de São João (24 de junho), ocorrem próximas ao Solstício de Inverno, 21 ou 22 de junho, a noite mais longa do ano.

terça-feira, 6 de março de 2012

A árvore dos problemas


(autor desconhecido)

Esta é uma história de um homem que contratou um carpinteiro para ajudar a arrumar algumas coisas na sua fazenda.

O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil.

O pneu do seu carro furou.

A serra elétrica quebrou.

Cortou o dedo.

E ao final do dia, o seu carro não funcionou.

O homem que contratou o carpinteiro ofereceu uma carona para casa.

Durante o caminho, o carpinteiro não falou nada.

Quando chegaram a sua casa, o carpinteiro convidou o homem para entrar e conhecer a sua família.

Quando os dois homens estavam se encaminhando para a porta da frente, o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos.

Depois de abrir a porta da sua casa, o carpinteiro transformou-se.

Os traços tensos do seu rosto transformaram-se em um grande sorriso, e ele abraçou os seus filhos e beijou a sua esposa.

Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou a sua visita até o carro.

Assim que eles passaram pela árvore, o homem perguntou:

- Porque você tocou na planta antes de entrar em casa ???

- Ah! Esta é a minha Árvore dos Problemas.

- Eu sei que não posso evitar ter problemas no meu trabalho, mas estes problemas não devem chegar até os meus filhos e minha esposa.

- Então, toda noite, eu deixo os meus problemas nesta Árvore quando chego em casa, e os pego no dia seguinte.

- E você quer saber de uma coisa?

- Toda manhã, quando eu volto para buscar os meus problemas, eles não são nem metade do que eu me lembro de ter deixado na noite anterior.

Parábola dos Dois Irmãos


Dois irmãos se amavam profundamente. Ambos eram agricultores e viviam a curta distância um do outro.
Certa noite o mais velho deles, assentado junto à lareira com sua família, disse de si para si: "meu irmão deve estar sozinho, nem tem esposa e nem filhos. Eu tenho mais do que ele. Tomarei alguns grãos do meu campo e os levarei à ele sem que ele o perceba".
Porém de sua parte, o outro pensou. "meu irmão deve estar em apertos econômicos. Eu não tenho esposa nem filhos e nem de quem cuidar. Ele necessita muito mais do que eu. Tomarei alimentos do meu campo e levarei a ele".
Durante várias noites os dois irmãos foram se presenteando assim, com os frutos da terra. Até que certa vez se descobriram mutuamente. Então, ambos se abraçaram de emoção, e confessaram que haviam feito isto por amor.
Quão admirável é a força do amor! Une os corações, dá felicidade aos lares e torna a vida agradável. Que seria dos seres humanos se o verdadeiro amor desaparecesse?
Porém se é importante dar e receber afeto entre os nossos queridos, quão mais necessário é receber o amor de Deus em nossa vida.

sábado, 3 de março de 2012

Fora do Ar


Faltou energia no bairro onde fica os transmissores da Rádio Olinda 1030, por isso o Programa Formação Cristã, na sexta-feira passada, 02/03, ficou fora do ar.
O último encontro do Círculo Bíblico acontecerá nesta segunda-feira.
Portanto, não percam!

sexta-feira, 2 de março de 2012

5º dia do Círculo Bíblico: A oração da fé salvará o enfermo e o Senhor o ressuscitará



Ambientação: Colocar em destaque a Bíblia, aberta em Tg 5,13-16, junto a figuras de santos ou de pessoas religiosas conhecidas por ajudarem os doentes, com Ir. Dulce, por exemplo. Pode-se acrescentar um arranjo de flores.

Acolhida: Palavras de boas vindas por parte do dirigente e cântico do ato penitencial do CD da Campanha da Fraternidade.

Oração:  Senhor, nosso Deus e nosso Pai, rico em misericórdia e perdão. Tu nos amaste primeiro, sem que merecêssemos tamanho amor, expressando, principalmente, na cruz de teu Filho Jesus. Por isto, te bendizemos. Animados pelo Espírito Santo vivificador, alma da tua Igreja que geme e intercede em nós, te pedimos perdão por nossas negligências em relação aos nossos irmãos enfermos e necessitados. Fortalece-nos, Senhor, na caminhada como servidores e servidoras do Evangelho. Amém.

Pedir aos participantes que, por um instante, olhem para as figuras expostas.
Perguntar: O que estas figuras nos levam a pensar? Qual delas chamou a atenção, por quê?

Despertar o ouvido para escutar:
1-Canto de Aclamação da Palavra
2-Leitura: Tg 5,13-16 
A unção dos enfermos -* 13 Alguém de vocês está sofrendo? Reze. Está alegre? Cante. 14* Alguém de vocês está doente? Mande chamar os presbíteros da Igreja para que rezem por ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor. 15 A oração feita com  salvará o doente: o Senhor o levantará e, se ele tiver pecados, será perdoado.
Confissão e oração -* 16 Confessem mutuamente os próprios pecados e rezem uns pelos outros, para serem curados. A oração do justo, feita com insistência, tem muita força. 17 Elias era homem fracocomo nós. No entanto, ele rezou bastante para que não chovesse, e não choveu sobre a terra durante três anos e meio. 18 Depois ele rezou de novo, e o céu mandou chuva, e a terra produziu seu fruto.

Ler devagar. Se for preciso, ler duas vezes. Acompanhar a leitura, na sua Bíblia.

Chave Bíblica:
O texto enfatiza, primeiro, o valor da oração. O cristão deve orar em qualquer circunstância (Ef 6,18). Dor e alegria são entendidas como situações que abarcam todas as vicissitudes da vida humana. Isto significa que o principal não é ser curado ou ser feliz, mas ser fiel em toda circunstância e para isto é necessária uma vida de oração.

A expressão “enfermos entre vós” refere-se aos membros da comunidade que deve se sentir responsável por seus enfermos.

A expressão “chame os presbíteros” quer dizer chamar os responsáveis pela comunidade. A liderança, no cristianismo primitivo, era exercida pelos anciãos (em grego, presbíteros), ou seja, por senhores com maturidade e bastante experiência de vida. A visita dos anciãos (presbíteros) ao enfermo significava que a comunidade inteira estava solidária e movida de compaixão para com o doente. A presença da liderança comunitária para orar e confortar o enfermo significava que ele não estava só, pois Deus e a comunidade estavam ao seu lado, no momento do sofrimento.

O doente deveria lembrar-se que era uma pessoa muito maior que suas enfermidades poderiam mostrar: não era apenas um corpo sofrido, mas um ser espiritual, psíquico e sociocomunitário. O uso do óleo, juntamente com o vinho, era o principal remédio. Além deste uso, ele também era utilizado como perfume, principalmente em grandes festas como no nascimento de um filho e nos casamentos. O óleo perfumado sobre  doente o levava a se lembrar de momentos felizes de convivência comunitária e social. Isto lhe trazia conforto psicológico ao lado da visita dos líderes da comunidade. O óleo também era usado para significar uma unção com o Espírito Santo.

Tudo isto visava o bem total do enfermo e fazia com que ele tirasse o foco de suas dores e notasse como era importante para Deus e para as pessoas. Isto fazia com que procurasse ser fiel a Deus durante o tempo em que permanecesse doente.

Diálogo /Aprofundamento

Temos medo de visitar pessoas enfermas? O que podemos fazer para demonstrar nossa solidariedade e compaixão para com enfermos e sofredores?

Atualmente, muitas pessoas não podem comprar remédios. O que podemos fazer a esse respeito?

A pessoa humana é vista como um todo unitário pela Sagrada Escritura. Assim, se enfatiza que a pessoa dever se sentir livre dos pecados para ter uma boa recuperação da saúde. Sentir-se culpado ou castigado por Deus agrava as angústias do enfermo. O que podemos fazer para que o  doente se sinta amado por Deus e pela comunidade?

Compromisso:
Depois desses encontros de reflexão, mudou alguma coisa em nosso modo de pensar e de agir a respeito dos enfermos e da saúde?

Para responder às enfermidades e aos problemas relacionados à saúde, basta esperar que Deus dê a solução? O que cabe a Deus resolver? O que é possível mudar no contexto atual? Como?

Definir algo para ser realizado ao longo do ano.

Oração Final
Agradecimentos pela participação. Motivar para que gestos concretos sejam realizados.

ORAÇÃO DA CF 2012
Senhor Deus de amor,
Pai de bondade,
nós vos louvamos e agradecemos
pelo dom da vida,
pelo amor com que cuidais de toda a criação.

Vosso Filho Jesus Cristo,
em sua misericórdia, assumiu a cruz dos enfermos
e de todos os sofredores,
sobre eles derramou a esperança de vida em plenitude.

Enviai-nos, Senhor, o Vosso Espírito.
Guiai a vossa Igreja, para que ela, pela conversão,
se faça sempre mais solidária às dores e enfermidades do povo,
e que a saúde se difunda sobre a terra.

Amém.

quinta-feira, 1 de março de 2012

4º dia do Círculo Bíblico: Aproximou-se e, vendo-o, compadeceu-se dele.


Ambientação: Colocar em destaque a Bíblia aberta em Lc 10,25-37, vela, vinho e azeite. Pode-se acrescentar algodão e materiais usados para fazer curativo.

Acolhida: Palavras de boas vindas por parte do dirigente. Perguntar pelos frutos dos encontros anteriores.

Cântico: Vem, ó Senhor, com o teu povo caminhar.
  Tua Palavra vida e força vem nos dar.

Oração:  Senhor, nosso Deus e nosso Pai, conheces o íntimo de cada pessoa e a história pessoal de cada um.  Ilumina, Senhor, com as luzes do teu espírito, a cada um de nós, aqui reunidos, para que sigamos o exemplo e o ensinamento de teu Filho Jesus, para que possamos servir nosso próximo com o amor que esperas de nós. Amém.

Pedir aos participantes que comentem sobre o significado dos objetos, no contexto da CF 2012.

Despertar o ouvido para escutar:
1-Canto de Aclamação da Palavra
2-Leitura:  
Evangelho - Lc 10,25-37
E quem é o meu próximo?
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 10,25-37
Naquele tempo:
25
Um mestre da Lei se levantou e, querendo pôr Jesus em dificuldade, perguntou:'Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?' 26Jesus lhe disse: 'O que está escrito na Lei? Como lês?' 27Ele então respondeu: 'Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência; e ao teu próximo como a ti mesmo!' 28Jesus lhe disse: 'Tu respondeste corretamente. Faze isso e viverás.' 29Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: 'E quem é o meu próximo?' 30Jesus respondeu:
'Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de assaltantes.Estes arrancaram-lhe tudo, espancaram-no, e foram-se embora deixando-o quase morto.31Por acaso, um sacerdote estava descendo por aquele caminho. Quando viu o homem, seguiu adiante, pelo outro lado. 32O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu o homem
e seguiu adiante, pelo outro lado. 33Mas um samaritano que estava viajando, chegou perto dele, viu e sentiu compaixão. 34Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. Depois colocou o homem em seu próprio animal e levou-o a uma pensão, onde cuidou dele. 35No dia seguinte, pegou duas moedas de prata e entregou-as ao dono da pensão, recomendando:Toma conta dele! Quando eu voltar, vou pagar o que tiveres gasto a mais.' E Jesus perguntou: 36'Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?' 37Ele respondeu: 'Aquele que usou de misericórdia para com ele.'
Então Jesus lhe disse: 'Vai e faze a mesma coisa.'
Palavra da Salvação.

Ler devagar. Se for preciso, ler duas vezes. Acompanhar a leitura, na sua Bíblia.

Chave Bíblica:
A parábola do bom samaritano indica qual deve ser a conduta do verdadeiro discípulo, condição para participar da vida eterna: o mandamento do amor ao próximo não conhece limites.
O termo “sacerdote” significa todos os que exercem liderança religiosa. O vocábulo “levita” refere-se a todos os que ajudam na liturgia. A expressão “doutor da lei” representa todos os que estudam e ensinam religião, ou seja, todos os responsáveis pela formação religiosa.
Nemhum dos três homens demonstra ser tocado a ter compaixão. Dois deles deixam de ajudar e o terceiro, o doutor da Lei, tenta encontrar uma interpretação bíblica que justifique sua conduta de auxiliar apenas a quem ele considera que deva ser ajudado.
Ao contrário, o samaritano, desligado da religião (do judaísmo da época), é movido de compaixão, seu amor pelo desconhecido que está ferido é espontâneo, desinteressado, personalizado, eficaz.

Diálogo /Aprofundamento
Conforme o texto bíblico, qual deve ser a meta da vida cristã?
Nós fazemos tudo, tendo em vista esta meta? O que já fazemos e o que  ainda não conseguimos fazer?
O que fazer para colocar o ensinamento de Cristo no centro de nossa vida? Nossa comunidade pode nos ajudar? Podemos ajudar nossa comunidade?
O que ainda falta para sermos uma comunidade samaritana?

Compromisso:
Cada um pode se propor um gesto concreto que demonstre seu empenho para pôr em prática a ordem de Jesus, no final da parábola; “Vai e faze o mesmo!”.

Lembretes / Oração Final
 Convidar outras pessoas para o próximo encontro, lembrando o dia e o horário.
Lembrar quem vai ser responsável para preparar o ambiente, os cânticos etc.

ORAÇÃO DA CF 2012

Senhor Deus de amor,
Pai de bondade,
nós vos louvamos e agradecemos
pelo dom da vida,
pelo amor com que cuidais de toda a criação.

Vosso Filho Jesus Cristo,
em sua misericórdia, assumiu a cruz dos enfermos
e de todos os sofredores,
sobre eles derramou a esperança de vida em plenitude.

Enviai-nos, Senhor, o Vosso Espírito.
Guiai a vossa Igreja, para que ela, pela conversão,
se faça sempre mais solidária às dores e enfermidades do povo,
e que a saúde se difunda sobre a terra.

Amém.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

3º dia do Círculo Bíblico: Jesus, cheio de compaixão, os tocou.


Ambientação: Colocar em destaque a Bíblia aberta em Mt 20,29-34, gravuras de cidades grandes e de multidões, ramos de plantas medicinais, uma vasilha de chá.

Acolhida: Palavras de boas vindas por parte do dirigente.Vamos abrir nossos corações cantando:
É como a chuva que lava,
É como o fogo que arrasa.
Tua Palavra é assim, não passa por mim
Sem deixar um sinal.

Oração: Senhor, nosso Pai, ajuda-nos a refletir sobre nossas cegueiras espirituais e irresponsabilidades, diante de teus apelos e do exemplo dado por teu Filho Jesus. Dá-nos a graça de descobrir, a cada dia, o Deus misericordioso e salvador que revelaste a nós, na vida de Jesus e na ação do Espírito Santo. Amém.

Pedir às pessoas que comentem as gravuras e os outros objetos. O que há em comum entre as multidões e as grandes cidades, por um lado, e as plantas medicinais e o chá, por outro lado?.

Despertar o ouvido para escutar:
1-Canto de Aclamação da Palavra
2-Leitura:  Mt 20,29-34
Palavra do Senhor.

Ler devagar. Se for preciso, ler duas vezes. Acompanhar a leitura, na sua Bíblia.

Chave Bíblica:
No último relato de milagre no ministério público de Jesus, dois cegos (e não apenas um como em Mc 10,46-52) vão a Jesus pedindo compaixão.
Como os filhos de Zebedeu no relato anterior (Mt 20,20-28),os cegos são dois e representam a comunidade dos seguidores que, embora reconheçam Jesus como messias, não compreendem a vontade de Deus e o ensinamento do mestre.
A cura da cegueira física simboliza a abertura da mente e do coração para ver com clareza  que significa seguir Jesus pelo caminho do serviço e da entrega.
O texto evidencia o contraste entre a atitude da multidão e as de Jesus. A multidão repreende os cegos que pedem compaixão, exigindo que se calem. Jesus, ao contrário, os chama, inicia com eles um diálogo, fica cheio de compaixão e os toca. Ao serem tocados, recuperam a vista e imediatamente seguem Jesus.

Diálogo /Aprofundamento
Ler o texto novamente, bem devagar, com bastante atenção e responder as questões propostas.
Qual o significado de serem dois cegos e não apenas um?
Qual o versículo que chamou mais atenção? Comentar.
O que representa a repreensão da multidão aos cegos?
Vamos fazer um exame de consciência:
Qual é a nossa contribuição específica para aproximar, do caminho de Jesus, as pessoas enfermas e revoltadas por causa da doença?

Compromisso:
Que gestos concretos podemos fazer para aproximar o enfermo de Jesus, para que a amizade de Jesus seja mais importante que a cura física embora esta seja importante?

Lembretes / Oração Final
 Convidar outras pessoas para o próximo encontro, lembrando o dia e o horário.
Lembrar quem vai ser responsável para preparar o ambiente, os cânticos etc.

ORAÇÃO DA CF 2012

Senhor Deus de amor,
Pai de bondade,
nós vos louvamos e agradecemos
pelo dom da vida,
pelo amor com que cuidais de toda a criação.

Vosso Filho Jesus Cristo,
em sua misericórdia, assumiu a cruz dos enfermos
e de todos os sofredores,
sobre eles derramou a esperança de vida em plenitude.

Enviai-nos, Senhor, o Vosso Espírito.
Guiai a vossa Igreja, para que ela, pela conversão,
se faça sempre mais solidária às dores e enfermidades do povo,
e que a saúde se difunda sobre a terra.

Amém.